Centro Cultural de Belém

Centro Cultural de Belém

Localizado na parte ocidental de Lisboa, junto ao rio Tejo, harmoniosamente integrado num conjunto arquitetónico dominado pelo esplendoroso edifício seiscentista do Mosteiro dos Jerónimos e com a Torre de Belém a dois passos, o Centro Cultural de Belém foi inaugurado em 1993, após ter antes acolhido, algo simbolicamente, a Presidência Portuguesa do Conselho das Comunidades Europeias.

Da autoria dos arquitetos Vittorio Gregotti e Manuel Salgado, o Centro foi concebido como "uma pequena parte da cidade" de Lisboa, na sua geografia e na sua relação com o rio, fazendo uso judicioso da luz e acentuando a tonalidade envolvente ao utilizar na sua construção o mesmo tipo de pedra que outrora foi empregue na construção dos Jerónimos.

Desdobrando-se em edifícios separados por ruas, praças e pontes, constitui no seu conjunto um espaço vivo, onde se trabalha, onde se passeia, desfrutando o ambiente paisagístico natural, e onde se pode fruir a capacidade criadora dos grandes artistas de todos os tempos (ainda que privilegiando as formas contemporâneas de expressão), assistindo a espetáculos de música, canto e dança, visitando exposições e participando numa multiplicidade de outras atividades dirigidas a diferentes públicos e a uma gama alargada de faixas etárias. E, por virtude de um daqueles estranhos fenómenos cuja natureza só agora se começa a vislumbrar, como têm respondido esses públicos, que tão expressivamente se identificaram com a conceção e intuição dos arquitetos desta obra!

O Centro organiza-se com base em três núcleos distintos mas complementares, numa conceção modular, que permite a maior flexibilidade e funcionalidade de utilização, eventualmente interativa: um Centro de Reuniões, um Centro de Espetáculos e um Centro de Exposições, todos complementados com infraestruturas e serviços próprios, dispondo-se ainda de espaços destinados a concessão para exploração comercial.


Centro de Espetáculos

O Centro de Espetáculos iniciou as suas atividades em 1993. Nele se apresentam todo o tipo de artes performativas, a música, o teatro, a dança. Tem uma programação diversificada, dirigida a vários tipos de público, com ênfase especial nos artistas e criadores nacionais.

A programação resulta da conjugação de iniciativas de vária origem: para além das produções próprias do Centro Cultural de Belém ou em que este é coprodutor ou simples comprador de espetáculos, apresentam-se ainda eventos promovidos por empresários privados ou entidades públicas. Tem-se, assim, conseguido uma ocupação intensiva dos espaços, o estímulo a produtores privados, uma diversidade de eventos, e o estabelecimento de relações com numerosas companhias e artistas nacionais e estrangeiros.

Apesar da diversidade, procura-se que as manifestações que o público pode desfrutar tenham coerências várias, quer porque se ligam entre si, quer porque se complementam no tempo em que se realizam, quer porque, no seu conjunto, representam uma mostra das várias formas que as artes do espetáculo atualmente assumem. Por outro lado, a diversidade permite suscitar a curiosidade das pessoas que vêm participar num certo tipo de eventos para outras formas de criação artística.

Da arquitetura do Centro Cultural de Belém, e do diálogo que estabelece com a zona histórica envolvente, decorre a opção natural para aqui se dar predominância à criação contemporânea, num adequado equilíbrio entre linguagens com que o público está mais familiarizado, e outras mais experimentais e inovadoras. O predomínio à contemporaneidade não afasta, porém, a apresentação de espetáculos mais tradicionais, nomeadamente no domínio da música ou do ballet.

Para além dos espetáculos, realizam-se igualmente diversas manifestações, direta ou indiretamente com eles relacionados, como "workshops", residências, audições, desmontagem dos espetáculos perante o público, conferências, seminários, ensaios abertos.

O Centro de Espetáculos dispõe de três salas devidamente equipadas. Um Grande Auditório, com uma lotação de 1429 lugares, um Pequeno Auditório, com 310 lugares, uma Sala de Ensaio, com 70 lugares. Em qualquer uma delas se podem apresentar todos os géneros de espetáculos. As programações dos vários espaços contribuem para a criação de um perfil adequado para cada um deles. Há também zonas de apoio às produções, 3 salas de ensaio, 26 camarins, uma sala de guarda-roupa, uma lavandaria, 6 salas de produção, um bar de artistas.

As atividades do Centro de Espetáculos não se limitam, porém, às salas referidas. Espetáculos ao ar livre ou em espaços não convencionais, permitem formas novas, e por vezes surpreendentes, de apresentação das artes performativas. Frequentemente as suas salas de ensaios são postas à disposição dos criadores, abrindo-se, também deste modo, à comunidade artística nacional.

Trata-se de um espaço único em Portugal, com uma importância decisiva na vida cultural do nosso país.


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